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Nós da Therelli já seguimos as normas da ABNT quanto aos tamanhos das modelagens dos produtos, mas algumas empresas ainda teimam em não seguir, levando desconforto aos seus clientes, veja só abaixo na reportagem do site ABRAVEST (Associação Brasileira de Vestuário).

A dificuldade de encontrar uma roupa que obedeça a todas as medidas das pessoas está com os dias contados. Quem explica é a repórter Narrimann Sible.

Na hora de comprar roupa, o consumidor fica confuso.
“Não é padronizado. Cada loja é um número. Você chega na loja achando que vai vestir 40 e fica muito apertado, aí vai para o 42”, comenta uma consumidora.
“Você vai e veste umas três ou quatro. Não serve, a gente fica cansado e vai embora”, diz a professora Zulmira Ferreira.

Os fabricantes explicam: o padrão de numeração criado em 1995 teve que passar por adaptações.
“Foi um aumento em geral, eu falo que foi desde busto até quadris. A gente sente isto muito também no infantil”, contou a dona de confecção, Kátia Ignácio.
“No infantil, isso representou, praticamente, dois números. Então, as crianças, felizmente, estão mais fortes, mais altas”, explicou a Maria Adelina Pereira, da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Guilherme, de 11 anos, sabe o que é isso. A camisa indicada para 12 anos não cabe. “Eu não consigo por meu braço pra trás, nem cruzar o braço. Está muito justo”, disse Guilherme Pacheco. “Todo mundo que dá presente para ele erra, porque a gente fala a idade e vem com tamanho errado”, contou a avó de Guilherme.

Tantas trocas que as fábricas de moda infantil pediram uma nova padronagem com urgência. A ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, se baseou na medida de clientes das confecções, na tabela de crescimento usado pelos pediatras e com a orientação de escolas de modelagem, como o Senai, definiu 14 tamanhos: de recém-nascidos até adolescentes, de acordo com as medidas de 24 partes do corpo.

As confecções vão poder escolher quantas e quais medidas vão para etiqueta, mas duas são consideradas essenciais. A primeira, é a altura das crianças pra quem a roupa foi feita. Essa deverá estar indicada em todas as peças. A segunda, no caso de camisas e casacos, é o quanto deve ter na fita métrica o contorno do tórax. Para calças, saias e bermudas é a medida da cintura. “São duas as medidas básicas que temos na confecção”, disse a costureira Brigida Lopes Ferreira.

A coleção de inverno do ano que vem já deverá chegar às lojas com etiquetas seguindo o novo padrão. Cabines com leitura computadorizada já estão tirando as medidas dos adultos. A mudança nas etiquetas ainda não tem data, mas só de saber que pode melhorar: “Ai, vai ficar bom demais”, disse uma compradora.”


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