
ilustração: Martina Viegas
Hoje, a pauta nada tem a ver com sonoridade. Mesmo assim, se você é do tipo que adora encontrar sensações diversas diante de uma obra de arte, bem-vindo a um incrível universo sinestésico. No último domingo, rumei para o MASP junto com meu namorado e nosso guarda-chuva. Adentramos “O mundo mágico de Marc Chagall” e aí tudo se fez novo. Minha relação com o grande artista era antiga. Nos conhecemos em um curso de história da arte que eu fiz, porém, quando entrei no museu, percebi que sabia muito pouco sobre ele e esta era uma oportunidade bacanuda para me encantar ainda mais.
Nascido na Bielo-Rússia, território que pertencera à Rússia, em um bairro muito pobre de judeus, Chagall cresceu em meio à violência e intolerância religiosa contra seu povo. No entanto, o menino que teria o futuro aparentemente imobilizado, através de sua arte se tornou um revolucionário que transformou o século e a história de toda uma geração.
Ele bebeu da fonte de Cézanne, Rembrandt, Picasso, Matisse e todas estas influências são perceptíveis em seu trabalhos, seja nas cores, formas ou respeito com que dedicadamente contava suas estórias. As fábulas e a história do velho testamento que retratam a comunhão de seu povo com Deus são constantes em sua obra.
E de repente, você que se pega lendo tudo o que escrevi, me pergunta “Mas cadê a música?”. Muito bem, farei uma confissão pessoal, porém transferível: diante das cores e da leveza com que as personagens são retratadas na obra “chagalliana” tenho a impressão que elas dançam. Pode ser uma ciranda ou um vento forte que tenha soprado sobre elas, mas sempre as vejo dançando.
Devaneios à parte, deixo esta super dica
Serviço:
MASP
Av. Paulista, 1.578 – Bela Vista – Centro. Telefone: 3251-5644.
Ingresso: R$ 15 (grátis p/ menores de dez, maiores de 60 anos, ter. e dia 25).
terça, quarta e sexta a domingo: 11h às 17h (c/ permanência até as 18h).
quinta: 11h às 19h (c/ permanência até as 20h).